Thursday, July 19, 2007

Radares, nacional espertisse

Foram instalados em várias artérias de Lisboa radares de medição de velocidade, que, ligados a um sistema central permitem emitir de forma expedita as notas de cobrança das multas por excesso de velocidade. Os sistema dispõem de uma pré-detecção que, em caso de possível infracção, avisa os condutores acendendo um painel que relembra em tamanho garrafal o limite em vigor no local e só 300m depois a velocidade é medida efectivamente. Os sistema esteve em funcionamento experimental durante seis meses, registando cerca de 500 mil contravenções virtuais, isto é, sem punição aplicada.
Quando o sistema entrou em funcionamento efectivo, há dois ou três dias, seria de esperar que não houvesse, ou que houvesse muito poucos prevaricadores, mas só no primeiro dia foram detectados cerca de quatro mil veículos em excesso de velocidade.
Além deste facto espantoso, há que referir a atitude de muitos meios de comunicação, de Professores do IST e do Automóvel Clube de Portugal: os radares estarão mal postos, os limites de velocidade mal definidos (não deveriam ser aqueles), etc..
Para a generalidade destas pessoas a Lei não é para cumprir sempre e em todos os lugares, é para cumprir quando dá jeito e onde nos aprouver, ou seja, se ninguém estiver a ver não há problema, a questão só se põe se a autoridade legítima decide observar o comportamento dos cidadãos e punir os infractores, e quando isso acontece estes armam-se em vítimas e são apoiados por entidades insuspeitas, ou que o deveriam ser.
Está à vista onde este raciocínio, que é de facto geral na nossa sociedade, no pode levar: pode-se praticar qualquer crime, desde que não se seja apanhado. Felizmente que, na maioria dos casos, a regra é aplicada só a pequenos delitos, mas imagine-se o que seria se se generalizasse a todo o tipo de contravenções à Lei.

1 comment:

Cybill said...

Good for people to know.