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Saturday, July 24, 2010

Bob Park, hoje

POPULATION: EARTH’S POPULATION IS ALREADY UNSUSTAINABLE.
Global warming, vanishing fisheries, vast ocean garbage patches, peak oil, perpetual warfare, all tell us the same thing. There are just too many of us. Cap-and-trade is not going to solve our problem.

WHAT’S NEW Robert L. Park Friday, 23 Jul 2010 Washington, DC


Assustador

Thursday, November 05, 2009

Claude Levy-Strauss


28/11/1908 - 30/10/2009


Claude Levy-Strauss


Thursday, September 10, 2009

Observação

Observemos o comportamento dos condutores que têm um sinal religioso pendurado no retrovisor. São dos mais agressivos, eventualmente acham que os amuletos os protegem.

Friday, October 05, 2007

Capelanias S.A.

Discute-se muito uma Lei nova sobre a "assistência espiritual" nas Forças Armadas, Hospitais e Estabelecimentos Prisionais.
Em resumo o Governo pretende (ou pretendia) eliminar dos custos do Estado uma actividade que só diz respeito a um subconjunto de cidadãos. Simultaneamente era eliminada a publicidade agressiva da confissão católica, que ataca pessoas em situação de inferioridade física e mental.
Claro que a ICAR, principal prejudicada com esta acção, saiu à rua com todas as armas de que ainda dispõe e disporá assestando a mira sobre tudo o que a contraria, apresentando razões para a manutenção do status quo que são absolutamente irracionais.
Por outro lado, aqueles que se opõem à ICAR aduzem uma série de argumentos extremamente válidos e pertinentes para pessoas de boa fé, como sejam o tratamento igualitário de todos os cidadãos, a iniquidade do pagamento de um "serviço" de crença pelo Orçamento do Estado, etc..
Até hoje não vi uma referência ao facto que me parece fundamental na questão: a ICAR é um negócio, logo tem que vender, logo perder clientes e rendimentos é mau, portanto há que lutar contra essa possibilidade.
Para que fique claro, a ICAR não é uma religião (cada um acredita no que quer, felizmente) é, isso sim, um negócio montado sobre uma religião e luta pela sua sobrevivência financeira.



Tuesday, September 04, 2007

O capitalismo em férias

Neste mês de Agosto o capitalismo mundial teve um sobressalto, mais um, que levou à queda generalizada das bolsas e ao pânico dos investidores, principalmente dos privados. O facto de que algum crédito mal parado nos EUA ter conduzido a uma situação mundial demonstra que todas as economias estão inter-ligadas, sendo impossível evitar, actualmente, a influência de umas nas outras. A diferença, enorme, desta crise, em relação a outras mais ou menos próximas no tempo, foi a rapidez com que ela foi travada e a maneira como as suas consequências foram minoradas.
De facto, a intervenção rápida dos Bancos Centrais Europeu e Americano, levaram a colmatar uma situação que poderia ter levado a um colapso económico global.
Deste facto se pode concluir que tem sempre que existir um orgão estatal de controle e com possibilidade real de intervenção (neste caso dispor de biliões de euros e de dólares), sem o que o sistema capitalista se afundará. Ou seja, os sistema tem que gerar excedentes que permitam a sua salvação em tempo de crise, excedentes estes que são retirados à produção e à remuneração do trabalho e do capital.

Monday, July 09, 2007

Tendência para a asneira

Parece que os humanos têm tendência para a asneira. Senão vejamos, no sábado passado, dia 7 de Julho de 2007, deram-se alguns factos que levam a crer neste facto.
I - Festejou-se o dia como se fosse alguma coisa de especial, sem se ter em conta que os números da data dependem de onde se coloca a origem da contagem, ou seja, segundo o calendário indiano ou o israelita não houve nada de especial. No entanto, os comerciantes, sempre de atalaia à espera de saltar sobre os consumidores com um dia disto ou daquilo conseguiram promover o 07/07/07 para casamentos, principalmente. Apesar de se manifestarem contra as superstições, não me consta que tenha havido alguma seita religiosa a recusar actos para esse dia.
II -No mesmo dia foram "eleitas" a novas sete Maravilhas do Mundo, que pretendem substituir as do Mundo Antigo. Pelo resultado verifica-se que se devem ter esquecido que se tratava de votar nas novas sete Maravilhas do Mundo e não nas Maravilhas que resistiram assim assim ao passar do tempo. E lá veio o Coliseu de Roma ( que, segundo uma velha anedota, depois de pronto fica lindo), Machú-Pichú, Petra, a Muralha da China, o sinaleiro do Rio, etc..
As Maravilhas do Mundo antigo eram-no efectivamente, ou seja, estavam em bom estado, desempenhavam as suas funções e, sobretudo eram únicas e produto de um engenho fora do vulgar para a época de que eram contemporâneas.
III - Live earth - foi uma espécie de festival de música, predominatemente anglo-saxónica, que pretendia chamar a atenção para o aquecimento global provocado pelo efeito de estufa devido principalmente ao dióxido de carbono. Alguém questionou quantas toneladas de CO2 foram libertadas directa ou indirectamente devidas a este acontecimento? Quantos viajaram e viajam de avião particular? Quantas toneladas de material foram deslocadas para efectivar os espectáculos?

Wednesday, July 04, 2007

O proselitismo das religiões

Suponhamos, de uma forma muito imaginosa, que o Eng. Belmiro de Azevedo, e uso este nome apenas porque é muito conhecido, vinha dizer que a sua gestão da SONAE era inspirada por um deus qualquer, que teria aparecido na cúpula de um dos seus centros comerciais e lhe tinha comunicado as suas preferências através de um telemóvel Optimus.

Logo seria alvo de dois tipos de epítetos, ou estava louco, ou era um grandessíssimo aldrabão, vigarista e outras coisas parecidas. Em qualquer dos casos o que estaria a fazer era tentar arranjar mais clientes para as suas múltiplas empresas.

Como este empresário, e muitos outros que se assumem por esse mundo fora nessa mesma qualidade e dispensam inspirações divinas para angariarem freguesia, recorrendo antes aos meios normais de publicidade, não há que os censurar: é o seu modo de vida, ofício, emprego, meio de angariar sustento, chame-se-lhe o que se quiser.

Nas religiões organizadas o caso é, aparentemente, diferente, os constituintes das organizações fingem que nada ganham com o que fazem, fingindo que quem ganha são os adeptos. Se olharmos para a maneira de viver dessas pessoas verificamos que a maioria (há excepções) vive no luxo e goza de facilidades completamente interditas ao cidadão comum. Para manter esta situação todas as seitas necessitam de aumentar o número de adeptos para que as contribuições para o funcionamento da seita aumentem, e, portanto há que recorrer à publicidade.

Para manter as aparências as seitas não podem pôr anúncios nos jornais ou na TV, por exemplo, dizendo que a seita X leva o adepto mais depressa para a salvação (o que quer que isso seja) sem estragar o fato. Têm que ser mais subtis, arranjam uns programas pseudo-culturais em que o objectivo é o mesmo, enviam visitantes a casa, ou abordam os incautos na rua. É isto o proselitismo. Acusar uma seita, como a ICAR, de proselitismo é o mesmo que acusar uma vaca de dar leite, ou uma águia de voar: faz parte da sua natureza e sem essa atitude não sobreviveriam.

Que exemplo o do baptismo, em que, na maioria dos casos, um inocente bebé é iniciado na religião. Se não fosse ateu diria que se deus quisesse que tivessemos religião nos faria nascer já baptizados (ou outra coisa, conforme a religião).

Temos é que nos defender e defender os nossos da contaminação por esses aldrabões e evitar que o proselitismo, cada vez mais activo, de todas essas seitas tenha sucesso na sociedade em que vivemos.

Este post foi despoletado por outro, da autoria de Carlos Esperança, "O proselitismo do Opus Dei"

Thursday, May 31, 2007

Aqui não entra quem não seja geómetra

Aqui não entra quem não seja geómetra, dizia Platão a quem queria entrar para a sua escola. Queria ele dizer que para se ser filósofo era necessário conhecer as ciências exactas.
Na sociedade actual, muito especializada, tende-se a esquecer este princípio, e aceita-se que uma pessoa seja muito culta se conhecer bem um determinado ramo das ciências, mesmo que seja aquele em que exerce a sua profissão. É uma deformação bastante comum e que leva a que um professor de História, por exemplo, seja considerado um espírito superior a um gestor, só porque pode contar aos amigos espisódios interessantes protagonizados pelos nossos antepassados. O gestor, ou o engenheiro, ou o matemático, ou o comerciante, etc. , só têm coisas consideradas prosaicas para contar, que são consideradas aborrecidas embora, por vezes, sejam muito esclarecedoras de fenómenos e comportamentos que interactuam na vida quotidiana de cada um. Ou seja, no meu entender, só é efectivamente dotado de cultura superior aquele que tem conhecimentos além da sua profissão, por exemplo, uma pessoa das chamadas Letras que discute Ciência e vice-versa.

Sunday, May 27, 2007

O público e o privado

No blog Esquerda Republicana aparece um artigo intitulado "Separar o trigo do joio", que, a propósito de acontecimentos recentes em universidades privadas (Independente e Moderna) exprime a opinião de que o dogma "tudo o que é privado é bom" tem levado a grandes disparates. Não posso estar mais de acordo, até porque sou contra todos os dogmas ou pressupostos absolutos e imutáveis.
Verifica-se, no entanto, que a política geral do nosso país nos últimos 20 anos se tem pautado pela destruição sistemática do sector público, mesmo daquele que corresponde a actividades que por motivos de segurança nacional deveria manter-se na posse do Estado Português.
Daí poder-se prever que o dogma enunciado por Ricardo Alves se transforme dentro de algum tempo em "tudo o que há é privado".

Quem nos governa?

Esta é uma questão muito importante e a que eu tenderia a responder: são os senhores PSI20, IBEX, CAC40, FTSE, DAX, NASDAQ, etc..