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Thursday, November 12, 2009

Quedas de muros = quedas de regimes?

Há poucos dias celebrou-se, bem, a queda do Muro de Berlim, também apelidado de Muro da Vergonha. Na Assembleia da República, estranhamente, não foi possível que os partidos se concertassem numa declaração única que mostrasse a solidariedade dos Portugueses com os Alemães, que viviam divididos por motivos político-estratégicos. A Queda foi seguida pela derrocada dos regimes ditos comunistas, socialistas ou social-democratas que se estendiam desde o Oder-Neisse até à Kamchatka. Nessa altura, apenas vinte anos atrás, muitos ficaram radiantes com o fim daquelas ditaduras e com o fim de um sistema desumanizante, mas ninguém podia prever o que ia acontecer.
De facto, o "outro" sistema a que podemos chamar capitalista, depois de muitas guerras, muros e prisões arbitrárias acaba de ruir nos dois últimos anos, sem o barulho do cimento a esfarelar-se no chão, sem festa, mas com muita apreensão por parte dos cidadãos.
O sistema capitalista puro, liberal, não se aguenta porque há sempre, é humano, aqueles que pela sua ganância extrema decidem explorar os outros até aos ossos, o sistema comunista não se aguenta porque impõe aos cidadãos aquilo que os distingue dos outros animais: o pensamento.
Como diz o Povo: no meio é que está a virtude.

Thursday, September 24, 2009

Coligação à esquerda

A Antena 1 divulgou no noticiário das 8 h que existe um abaixo-assinado "secreto" que os jornalistas leram (??) que preconiza alguma forma de entendimento entre o PS, o BE e o PCP após as eleições se o PS não tiver maioria absoluta.
Veremos se teremos um Parlamento com maioria à esquerda e Governo à direita.
Veremos se os disparates se propagam até às presidenciais levando a que a Presidência seja ocupada por uma pessoa incapaz para o cargo.

Tuesday, June 10, 2008

O dia da raça

Aqueles que foram formados intelectualmente durante o fascismo e pelo fascismo ficaram sempre com uma ideologia subjacente que, apesar de todos os disfarces, tende a vir à superfície quando são confrontados com situações inesperadas.
O PR não tem manifestamente qualidades políticas, sejam elas de que tipo forem, para o desempenho do cargo, só acedeu a ele facilmente pela estupidez dos opositores e pelo cerrar de fileiras em torno de uma personalidade que devia ser isenta e de uma cultura política superior e que não é.

Wednesday, March 19, 2008

Eleições espanholas e Portugal

Nas eleições espanholas, além do facto de serem ganhas pelo PSOE há que salientar o aumento de votos e de deputados, por parte dos dois partidos principais, o PSOE e o PP de Rajoy. A Espanha prepara-se assim para se desfazer definitivamente do franquismo, limpando o que ainda resta dele, nos símbolos e nas estruturas estatais. Tudo isto será feito com calma e ao sabor do correr da História, sem violências, mas firmemente, por vontade dos eleitores livremente expressa nas urnas. A ICAR espanhola, que se empenhou na campanha eleitoral ao mais alto nível contra essas modificações, perdeu estrondosamente a aposta que fez, considerando que até o PP de Rajoy é mais moderado que o reaccionarismo "people" de Aznar.
Em Portugal, onde tudo foi, aparentemente, limpo de salazarismos no tempo do PREC (pouco mais de um ano), as mentalidades continuam retrógradas e os comportamentos de outrora tendem a reaparecer nos mais diversos quadrantes políticos. É emblemática a acusação de ditatorial e fascista feita ao actual Governo, que resulta de eleições livres, assim que este toma medidas que beliscam os interesses ou privilégios de um grupo ou classe esquecendo oportunamente a possibilidade que existe de mudar de linha política nas próximas eleições. Pelo contrário a tentativa de fazer com que manifestações de rua sejam tomadas como medida da vontade popular é que vem das teorias de vanguardas revolucionárias que falharam em toda a medida, transformando-se em ditaduras do tipo oligárquico ou pessoal das quais algumas ainda perduram, para desgraça dos respectivos povos.

Sunday, February 24, 2008

Liberalismo

Nos últimos tempos assistiu-se a uma série de escândalos nos negócios financeiros que ajudaram a criar um clima de crise permanente durante largos meses.
Tivemos o que ficou conhecido pela crise do "subprime" e que mais não é que o desabar de um edifício montado para obter lucros faraónicos explorando pessoas sem capacidade económica. Trata-se de emprestar dinheiro a pessoas que não têm capacidade económica e com o pretexto de que não haveria garantias de que pagassem, elevando o juros para aumentar os lucros. Ou seja criar uma situação artificial de aumento de produtividade. O que aconteceu já se sabe, com a crise nos EUA, os clientes deixaram de pagar e muitos milhões ficaram por pagar, muitos banco ficaram em muitos maus lençóis. O que acontece então? Os bancos centrais, estaduais, injectam rios de dinheiro no sistema financeiro para evitar a falência dos gananciosos e maus gestores que criaram a situação, salvando-os dos próprios erros, eles que juram que os Estados intervencionistas são a pior doença da economia.
Em Portugal a crise do BCP foi travada com a intervenção da Caixa Geral de Depósitos, aberta ou encapotadamente. Não foi evitado que os aldrabões saissem com reformas e "indemnizações" de valores inacreditáveis para o nível de vida português.
Em França temos o escândalo Société Générale, que vendeu quantidades brutais de títulos após a descoberta dos problemas que um empregado tinha causado, provocando uma queda nas cotações que prejudicou muito os pequenos investidores. No mesmo país o MEDEF (a CIP de lá) mostra-se preocupado com o nível exagerado das remunerações das administrações...
Na Alemanha temos o escândalo Die Post...

Para quando uma intervenção decidida e radical dos Estados?